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Manhã no mercado: Na última sessão de 2024, investidores monitoram Focus e decisão de Dino
Publicado em 30/12/2024 12:41
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O mercado local chega ao fim do ano em um cenário de desconfiança elevada com a trajetória das contas públicas

O pregão desta segunda-feira é o último de 2024, já que amanhã, na véspera do ano novo, não haverá negócios nos mercados locais. Em um ambiente de liquidez bastante reduzida, os agentes devem voltar a se concentrar na discussão sobre as emendas parlamentares, após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flavio Dino, ter aberto exceções a execução de emendas para saúde e emendas de comissão empenhadas até 23 de dezembro de 2024.

Ao mesmo tempo, o Relatório Focus, do Banco Central, pode trazer nova deterioração nas projeções de inflação, em mais um sinal negativo para o ambiente da política monetária.

 

O mercado local chega ao último pregão de 2024 em um cenário de desconfiança elevada com a trajetória das contas públicas. O desempenho dos ativos locais ao longo do ano não deixa dúvidas sobre o momento atravessado nos mercados financeiros: o dólar acumula alta de 27% frente ao real no ano e o Ibovespa amarga queda superior a 10%.

Neste ambiente, que sofreu deterioração expressiva após a apresentação do pacote de medidas fiscais pelo governo no mês anterior, há baixa convicção entre os participantes do mercado para apostar em uma melhora dos ativos brasileiros. Por outro lado, os níveis de preços exibidos nos mercados de câmbio e juros futuros tampouco são convidativos  apostar em uma melhora dos ativos brasileiros. Por outro lado, os níveis de preços exibidos nos mercados de câmbio e juros futuros tampouco são convidativos para a montagem de apostas pessimistas.

 

Ao longo da semana, portanto, não é esperada uma grande volatilidade nos ativos domésticos, especialmente pelo feriado do Ano Novo, que suspende os negócios na terça e na quarta-feira.

 

Mesmo assim, os agentes devem monitorar as discussões sobre as emendas parlamentares. Neste fim de semana, Dino manteve suspensos os repasses de parte das emendas parlamentares que tinham sido liberadas. No entanto, na decisão deste domingo (29), ele abre exceções de execução para saúde e emendas de comissão empenhadas até 23 de dezembro de 2024. Dino também mantém o pedido de investigação da Polícia Federal sobre o pagamento das emendas.

 

Em outro tema sensível para o mercado, a Fazenda negou, neste domingo, que novas medidas de corte de gastos estejam sendo elaboradas pela equipe econômica. O esclarecimento veio em resposta à informação publicada pelo coluista Lauro Jardim, do jornal O Globo, de que medidas de aperto estariam sendo elaboradas para tentar aplacar o mau humor dos mercados. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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